segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Castigo da culpa, culpa do castigo?

Pensar, desejar, motivar,
Decidir, agir , pensar.
A escolha é real, e sua realidade se abriga justamente na decisão.

Parada eu avisto o momento, de longe...
Bem de longe...
Caminhar ou não?
Um passo ou dois, três, quatro...?
Indagações. Dúvidas. Traição?
Quem trairia a si mesmo?
Todos.

Está perto, o grande encontro final da decisão está perto.
Está aqui.
Mas eu o quis ali.
Fugi.
Voltei, regredi
Evitei
Medo, insegurança, confusão.
Parado respirei.
Agora era a hora.
Ir, não ir
Tentar, ficar.
Tentei

Não queria ser justo, não queria precisar da moral
Não queria viver a moral.
Porém ela é forte. Bem mais que eu.
E por isso não consigui.
Parei antes de atingir meu ideal.

Ah! Como eu queria matar a moral, matar a razão, matar a sociedade
E viver. Só e com a minha vontade de ir.
Destruir a vontade de ficar.
E ficar livre dessa dualidade,
Dessas ações duvidosas, desse impasse,
dessa dúvida que me persegue, me corrói e me faz lembrar.

Reviver momentos, reviver loucuras.
Minhas escolhas já teriam sido feitas?
Como, onde, por quem, por quê?
Eu não me sinto bem com elas.
Não, não, não.
Por que as tais regras de boa convivência me castigam?
A culpa é toda delas por eu não conseguir chegar.
Não quero mais avistar.
Não quero ser punido.
Não quero evitar, esquecer, destruir a minha escolha.
Não quero nada além de uma motivação forte que castigue,
Que mate os culpados pela dúvida traiçoeira.
Não quero ser a culpada por castigar a razão,
Porque se assim for, eu me sentirei culpada por culpar idéias mas
Como a culpa do castigo, pode ser o castigo da culpa?

É um circulo, que gira, gira, gira... e não cessa.
Circulo vicioso.
Quero parar. Quero deixar de girar.
Quero meus pés na estrada reta que caminha.
Quero caminhar.

Desculpas. Retirar as culpas.
Viver.

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