quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Metafísica do amor???

Arthur Shopenhauer.

Se Da morte e Do sofrimento do mundo causaram um sentimento de "ah". Metafísica do amor causou um "ah" .
Enquanto conversava com minha irmãzinha doida na hora do almoço eu olhava os livros na minha mesinha. Tenho alguns títulos separados pra ler nas férias... mas foi o pequeno livrinho do tal do Schopenhauer que me atiçou.
E me atiçou ainda mais por que toda vez que eu mencionava o livro ela fazia um "nãão".
Eu sei bem o motivo que esse escritou a deixou assim.
Mas eu não tenho culpa que dias após ela ter ficado assim eu me deparei com " Metafísica do amor - Arthur Schopenhauer" .
E de tanto ela me amedontrar, eu não li. Guardei... li apenas os outros dois capítulos que estavam anexados.
Pessimistas. Claro. Até escrevi sobre eles. Se eu achar eu publico aqui no meu joga-coisas-que-saem-sem-sentido-da-minha-cabeça.
Mas Metafísica do amor, foi uma coisa...uma.. uma...COISA.
Não posso falar palavrões, meu pai não gosta, então @#$%¨&&@ como esse ser, em anos de bolinhas pensou o que euzinha pensei em uma noite de insônia há alguns anos atrás?
É claro que eu conclui menos coisas que o tal cara né... mas no decorrer do capítulo todo eu senti uma angústia... um sentimento... uma coisa... um ahhhhhhhhhhh.
Pra começar " O mundo é minha representação". Algumas pessoas já ouviram eu falar dos cenários... das personagens... de histórias criadas. Então, sim o mundo também é minha representação.
Ele cita o tal do Spinoza que eu já pedi pra um amigo que adoro conversar-filosofar ler.
" O amor é um cócega (...)". Óbvio que eu dei risada. Óbvio. Talvez ele quisesse me preparar para o me aguardava. Afinal minha cabeça tem mil e uma interrogações sobre o mundo, e sendo assim, sobre o amor não seria diferente.
Blablablabla...
"para que tanto barulho" (...) Eu não costumo fazer barulhos... ou meus barulhos são tão estranhos que eu nunca percebi. Nunca. Na maioria das vezes não.
Blablablabla...
"Nesse caso, o impulso sexual, embora na verdade seja uma necessidade subjetiva, ilude a consciência; sabe com muita habilidade cobrir-se com a máscara da admiração objetiva, porque a natureza precisa desse estratagema para atingir seus fins. "
amor, paixão, sexo.
Essa parte eu ainda não domino. No entanto já pensei sobre, mesmo sem saber. Sem saber nada. Sem concluir nada, por que toda conclusão que eu chegava eu mudava, alterava...
Prosseguindo...
" (...) mas depois irá procurar no outro indivíduo principalmente as qualidades que faltam a ele próprio, ou as imperfeições que são opostas às suas, imperfeições que até achará belas. "
Meu papai já me fez pensar nisso. É...
"O homem é por natureza inclinado à inscontância no amor..."
Ha ha ha será que sou homem?
"... e a mulher a constância."
ou não. Olhadinha no presente, passado, passado.
Há certos absurdos que ele discorre um pouco mais pra frente que na minha concepção de adultério eu discordo. Ambos são igualmente culpados. Espero sempre achar isso.

...
"Muitas mulheres amam feios, mas nunca homens efeminados, visto que não podem neutralizar essa carência." ha ha ha ha dispenso toda forma de comentário. Duas pessoas sem ter nada pra fazer numa janta pós-facul assistindo tv concordam.
ha ha ha

"(...) amantes, com freqüência, não se conhecem o suficiente (...).
Eu pensei em alguém que eu sei que não amo. Que eu tenho sim um sentimento, sem nome estranho e duvidoso. Já falei isso pra ele. E não fui ouvida. Espero não sei a menina-chata-que-buzinou-coisas-no-meu-ouvido. Ele pode achar, mas sente que eu não sou. No fundo, bem no fundo.
"Por que é uma dor de natureza transcendente, visto que o atinge não apenas como indivíduo, mas em sua essentia aeterna, na vida da espécie, em cuja vontade e missão ele estava encarregado de realizar. Por essa razão o ciúme é tão feroz e cheio de tormentos, e renunciar à amada é o maior de todos os sacríficios. "
Eu já amei. O autor pessimista me fez ver que eu amei... eu que achei que não tivesse amado.

Minhas lembranças de você serão- e já são- boas se Schopenhauer estiver certo.
bla bla bla..
"Pode cair no cômico e no trágico (...) a ponto de não pertencer a si próprio"
Né? Quem não sabe disso...?
" A menos que a natureza, para salvar a vida, deixe que apareça a loucura que encobre com o seu véu a consciência desse estado."
Ai ai =)
Ah, faz sentido as coisas que esse cara bem legal escreveu.
Ele é pessimista sim. Mas isso não o impede de ser legal.
É ruim pensar que o amor é o instinto como ele aborda no livro.
Mas em muitos aspectos eu me identifiquei com ele.
E fiquei com medo. Claro.
Mas talvez assim eu percebi que meus pensamentos tão são lá tão errados. São só meus pensamentos.
Meus. E de mais ninguém.
Se amei, amo, ou vou amar, eu que tenho sentir. E seu acho tudo isso uma besteira, eu que tenho que achar.
Se eu não me envolvo, se não tenho um amante, se não vivi uma história a la Romeu e Julieta ... serei eu do mesmo jeito.
Mais experiência, menos experiência. Se vou precisar ouvir um "eu te amo" pra transar, ou se não vou precisar de nada e um dia isso aconteça. Não importa. SOU EU.
Amor não é um mar de rosas. Amor não precisa ser lindo, encantado e cheio de estrelinhas.
Eu ainda não sei definir amor. Nunca vou saber. E não vou precisar saber pra ser eu.
É, não vou.
Se eu namorar um dia, seu assumir alguém um dia... se eu realmente me sentir sem medo pra assumir pro mundo " eu gosto de você" e não apenas para a pessoa num dia desses sem nada pra fazer... eu serei eu.
(Silêncio)

" mais do que qualquer outra coisa, teria de torná-los capazes de exercer um domínio sobre ela (metafísica do amor). " lalalala
"Que às vezes se associa a um sentimento de origem muito diversa, qual seja, a amizade verdadeira. "
É? Ai... Aqui dentro ainda né.
" ... notamos olhares se encontrarem plenos de desejo - mas por que tanto mistério? por que assim tanto medo e às escondidas? Porque são os traidores que em segredo tramam perpetuar toda e míséria e tormentos que sem eles, logo teria um fim - um fim que eles querem imperdir, da mesma maneira que, antes deles, seus semelhantes o fizeram. "
E termina...


Saco. Por que eu não posso penso no amor cor-de-rosa como fazem poetas?
Por que não me liberto... e deixo... e... assumo minha condição de ser humano?
Por que eu penso demais e temo o amor-procriação da espécie como Schopenhauer acredita?
Por que? Por que? Por queee??
Por que eu não finjo que não li isso, que não mexeu comigo e vou dormir?

Vou ler mais sobre o amor pensante.








Um comentário:

Devalesi rimaclis disse...

"Por que eu não finjo que não li isso, que não mexeu comigo e vou dormir?"



IMPOSSIVEL.


PS: TENHO MUUUITO A COMPARTILHAR SOBRE O QUE LI SOBRE O AMOR TB NESSAS FÉRIAS.
TB CAI NUM LIVRO QUE FALA SOBRE O AMOR. NÃO TÃO "METAFISICO" QTO O SEU LIVRO. OU TALVEZ SIM.
COM CALMA FALAREI..